"Os professores da Moral que recomendam ao homem acima de tudo que se domine, dão-lhe assim, uma singular doença, quero dizer, uma constante irritabilidade, uma espécie de comichão, que se transforma no seu modo de reagir às excitações mais naturais. Seja o que for que lhe aconteça de ora em diante, seja de fora, seja de dentro, seja o que for que ele aí encontre, ou que o atraia, ou que o incite, ou que empurre, parece sempre a este ser irritadiço que o seu domínio sobre si corre os maiores perigos: já não tem o direito de se fiar em nenhum instinto, de se abandonar a nenhum impulso livre, mantém-se na defensiva, sem repouso, eriçado de armas contra ele próprio, o olhar atento e desconfiado, mantendo eternamente diante da própria torre de menagem uma guarda que impôs a ele mesmo. Decerto, ele pode ser grande nesse papel! Mas como se tornou insuportável aos outros, pesado para si, pobre, enfim, hermeticamente fechado aos mais belos acasos da alma, e a qualquer outra lição futura! Porque é preciso que nós saibamos perder durante um tempo se quisermos aprender alguma coisa daquilo que nós próprios não somos." ~gaia ciência, F.Nietzsche
"A mente que se abre a uma nova ideia, jamais voltará ao seu tamanho original." A.Einstein